domingo, maio 04, 2008

sonho molhado


espero por um momento, um eclipse
mas também espero pelos momentos
em que as flores azuis brotam para a vida
como as primeiras notas de uma música
que a brisa do vento trás, fresca e alegre!

procuro também os momentos
em que os pássaros voam para pousar
sobre os ramos verdes e coloridos das árvores,
de uma viagem longa, tão longa como a vida!

mas a vida só é longa se a souberem viver...

procuro os nanosegundos em que com espanto
acordas para um novo dia
com um sorriso nos lábios...
com um olhar feliz...
com mil beijos nos lábios...
com um madrugar feliz...
e em que queres viver comigo todos os dias, dia-a-dia!

mas um eclipse é sempre mágico!
quando o sol e a lua se amam...
nascem milhares de milhões de estrelas...
acendem-se milhões de milhares de barcos
que se cruzam entre si...
e criam estrelas cadentes que vão cair e brilhar nos
mares
e os barcos... mágicos como são
reluzem no céu negro da noite
com candeias de neptuno


procuro o momento!
aquele em que com um olhar
me dizes que me desejas...
aquele em que com um beijo
me dizes que me amas...

aquele em que toda a tua roupa
desliza pelo teu corpo como seda...
como o mar quando despe a areia,
como o dia que despe a noite...

abraçados, sentados na areia
a ver-o-mar durante a noite
à espera do dia...

agarrados corpo-a-corpo
colados pelos lábios...
me dizes – “para sempre!„

um sempre maior que o céu
o lençol que nos cobre!
maior que o universo que nos acolhe;
maior que o número de estrelas,
ou os grãos de pó,
ou o ar, a água ou a terra!
maior que todos os seres
maior que todos os reis
maior que todos os deuses

um sempre que nunca morre...

e são as músicas que tornam alguns momentos,
.................................................- momentos únicos
e são os gestos que nos marcam
as palavras e os sorrisos...
as palavras que não se dizem pela boca, apenas com
os olhos
olhares que tudo dizem tudo mostram

o momento que procuro...
é toda uma vida de felicidade que desejo ter
contigo a meu lado e contigo viver;
contigo sorrir e rir, chorar e falar;
contigo ver, observar, olhar e aprender;
contigo viajar, estar e querer
e olhar para o céu e lembrar os barcos
olhar para o mar e ver o primeiro olhar

e quando menos se espera
a magia aparece e faz suspirar!
e criam-se palavras e frases que não existiam
e canta-se, dança-se e abraça-se...

sonha-se...



uma nuvem que nos leva pelo mundo
ver o pôr-do-sol ali e acolá
e na cama o nascer de um novo dia,
amanhecer com beijos...
adormecer com desejos...
viver com a música que nos cativa

e é amar-te assim perdidamente
em que uma rosa refresca o teu corpo
percorre-o suavemente... arrepiando-o...
beija-o...

é como um rio que desce uma montanha devagar,
devagarinho...
é como uma pena perdida no ar
que está a passear com o vento;

um cubo de gelo a tocar no pescoço, nos ombros e no
umbigo,
sem caminho traçado e com destino incerto;

os meus lábios beijando a água derretida,
lambendo e deixando saliva,
muito devagar devagarinho...
e as mãos a seguirem caminhos distintos...
pelos teus seios...
e beijo-os... e lambo-os... mordisco-os...

beijo-te!



a minha língua toca na tua língua;
os meus lábios tocam nos teus lábios;
os meus lábios tocam na tua língua;
a minha língua toca nos teus lábios...

lambo-te o pescoço... beijo-te os ombros..
desço para os seios molhados e fico por lá...
desço até ao umbigo que parece um poço
onde sacio a minha sede, o meu desejo...
e desço...
desço mais... e perdido...
deixo-me ir pelas ancas, pelos joelhos até aos pés...
lavo-os com carícias, massajando com beijos...
sem te aperceberes, subo pelas pernas...
e perco-me...

abro os olhos e percebo que estou só na cama
desejando, pelo menos, ter-te a meu lado...

Bruno Ribeiro
Lisboa, 13 de Dezembro de 2003

domingo, abril 27, 2008

desassossego

photo: a liberdade da vontade_heliz


nevoeiro,
palavras que procuram um farol para assentar…
vozes preocupadas sussurram,
pensamentos inquietos que transpiram
entre trocas de olhares cansados…
perturbados…

livro rasgado…
pelo que foi dito e não dito…
pelo que foi feito e não feito
pelo que foi pensado ou ignorado…

fio-de-prumo,
que se enrola numa espiral
envolto em dúvidas, em si mesmo,
que desliza no vácuo do sentir!

e são as letras da calçada
onde escrevo no meu andar
a melodia do que sinto e penso
apetite voraz de te olhar!

Bruno Ribeiro
Lx. 10.Out.007

segunda-feira, abril 21, 2008

o velho piano

gotas de charme,
a cada toque suave e firme
que se estende por um piano rouco
do pálido tempo que lhe passou!
o pó,
que o envolve como uma teia
apodera-se da sua alma
enquanto o silêncio o beija…
mas o coração ainda bate…
e bate… e bate…
enquanto a esperança de voltar a cantar
permanece intacta desde o dia que nasceu!

ergo o olhar sobre ele
e estendo-me em seu redor
soprando… lufada de ar fresco
e dou-lhe voz!


são pétalas musicais
que voam até aos nossos corações
como bolas de sabão… voando
entoando acordes vibrantes
que dançam e nos encantam
que nos elevam aos céus
que nos libertam
que nos comovem…

são gotas de charme
de uma eterna sedução
que se exprimem sobre teclas…
e o pó que cai como as lágrimas
e o foco de luz que ilumina
os dedos mágicos que lhe dão vida!
enquanto o seu vulto
permanece na escuridão…

encanta…
delira…
vibra…
delicia…
enquanto a liberdade da tua voz soar
dentro do coração que te quer beijar!

piano… piano da vida…
não te cales…
sou o corvo que poisa em ti
deliciado, enquanto cantas!


a melodia que tu emanas
fazem delirar o meu ser
que se exprime na mão
que segura esta pena de corvo
que escreve com nanquim
nestas páginas amareladas pelo tempo
tonalidade das tuas teclas,
outrora elegantemente preto e branco
palavras surdas e mudas
cegas para quem nada sente
vazias para quem nada pensa!

'mas essas minhas palavras
morrerão na cinza das memórias
enquanto esses teus acordes
não se perdem na efemeridade do tempo!

Bruno Ribeiro
Lx. 18.Abril.007

sexta-feira, abril 18, 2008

passeio à beira-mar

photo: canção da geni_heliz

os pés afundam-se na areia
que se mistura apaixonada com o mar
sobre o manto estudo da noite
tão límpida, como o brilho do luar na água!
e a flor negra que nasce neste areal?
que nasce de lágrimas inocentes
sorrisos ausentes, passos deambulantes…

canto da sereia de cabelos negros
que me inspiras sem saber
o teu corpo dança sob o meu olhar
o teu perfil, prateado pela lua
ilumina o caminho dos poetas
e eu percorro esse caminho
sobrevoando pelo desconhecido
pousando num galho a teu lado!
uma fogueira acende-se por magia
e uma suave melodia entoa
neste silêncio que quebramos…
as horas caiem como estrelas
entre palavras que trocamos
e no amanhecer,
mergulhas para o mar
e eu subo a falésia
trocando sorrisos, imagem do teu rosto

Bruno Ribeiro
Praia da Falésia, 25.Agosto.007

terça-feira, abril 15, 2008

margens de solidão

photo: estamos todos bem servidos de solidão..._mariah

vagens do meu olhar
pesado de não te ver
sonhando com imagens tuas
sonhando acordado,
acordado sem sonhar…

vagens de lágrima utópicas
pois é de um olhar vazio de não te ver
que se ergue um rosto seco
das noites acordado sem dormir
sem sonhar acordado.

bate no vidro porque em mim não bate
a última folha sem esperança
de sonhos vagos sem sonhar
qualquer desejo que me invade
despido de qualquer ser
porque em mim não resido!

Bruno Ribeiro
Lx. 17.Out.007

domingo, abril 13, 2008

a fragrância do teu sorridente olhar!

photo: da leveza possível_Heliz


há fragrâncias que se guardam
tal como o olhar que paralisa
um outro nosso olhar.
sorrir, desconhecendo o motivo,
apenas por te olhar!
deslizando pela tela do teu brilho
na constância presença
de recordar esse jeito inconsciente,
por vezes, rasgando o provocador…

são memórias da tua fragrância
esse teu sorriso que recordo
neste meu presente a tua ausência
mar trivial de te querer falar
só para ouvir a tua voz!

áspero o trilho, penoso,
de quando um “até amanhã”
me faz afastar de ti!


Bruno Ribeiro
Lx. 24.Out.007

quinta-feira, abril 10, 2008

oásis

photo: o visivel e o invisivel_GABA


Banho-me nesta noite,
Em que esvoaço no olhar,
Presente em mim,
O tremido de um coração
Desalojado, que te deseja,
Dançando, ao som das ondas do mar
Em que o teu corpo
Seduz o meu, no olhar incógnito
De outras gentes!

Tu és o oásis,
Em que o delírio me leva a ver-te
Onde não estás…
… Sempre na imensidão
Do deserto em que me encontro
De não te ver!

Delírios que transborda
Entre o ressoar do vento
Que bate violentamente
Nas folhas de palmeiras
Que se estendem, não sei por onde!

Danço, entre o vazio das nossas sombras
Desencontradas e unidas…
No silêncio desta noite
Em que me banho!

Bruno Ribeiro
Punta Cana, 29. Março. 008

terça-feira, abril 08, 2008

deixa que te diga

photo: desespero_paulo madeira

Deixa que te diga
as saudades que me tocam em silêncio
e me beijam sem te olhar.
Deixa que o teu sorriso me siga
neste trilho dos sentidos que anuncio,
que me torturam ao te recordar!

Preciso de silenciar
estas palavras que não aliviam a dor,
tormentos de um passado
e porque temo lembrar
os sentidos que pautam esse ardor
que nasceu em mim. Cansado

de olhar para lágrimas caídas,
vazadas nas minhas mãos
pousadas em silêncio no meu
escutar as palavras idas
que se erguem nos tempos vãos
momento em que o coração morreu!

Deixa que te diga
através do olhar aquilo que sinto
pois a minha voz desmaia
no rio que desliza
sobre o meu rosto que pinto
com o sal em que me esvaio.

Bruno Ribeiro
PMS. 27.Out.007

sexta-feira, abril 04, 2008

caminho da morte


Percorro caminhos nos palácios romanos
Sinto o odor do público a aclamar
O nome do meu carrasco
Sinto a humidade que escorre
...........................Das paredes de pedra
Nestes caminhos do subsolo
Sinto o som do afiar as espadas
O som dos cavalos…
Saboreio no ar o sabor da areia
Que se banha no centro da arena
Percorro os calabouços dos palácios
Por entre a multidão que vibra
Por um qualquer meu desconhecido

Ar pesado,
Sinto o suor do público
A ferocidade e a alegria
Sou atirado para o desconhecido
Enviado às feras do apocalipse…

Percorro os escombros dos meus passos
Sinto o fervilhar do olhar do carrasco
Que se ergue à fome
De lançar a espada para me esventrar
Estendem-lhe uma mesa de armas
Panóplia do aço da morte
Ergue uma espada e um escudo
O som ensurdecedor da multidão
Metal contra metal
Espada contra escudo
E a multidão a vibrar…
Sinto o odor da carne
E o carrasco à espera
De poder começar a triturar-me
Ergo o olhar ao desconhecido
E os pensamentos estão longe dali!

Na tribuna todos apostam
Duvido que alguém aposte em mim,
(por certo seria perda de ouro)
Alguém se ergue…
Levanta a mão…
Sinal do início do festim
Em que a minha carne será banquete

O carrasco volta a erguer
O escudo e a espada de metal
O público aplaude…

Eu ergo uma pena de corvo!

Bruno Ribeiro
Lx. 3.Nov.007

terça-feira, abril 01, 2008

fechar os olhos

photo: refugiei-me dos teus sentimentos_ daniel oliveira

apenas quero fechar os olhos
e adormecer…
e quando o sol raiar
e os pássaros começarem a cantar
e por fim eu acordar
tudo isto ter passado por sonho…
um mau sonho,
bom pesadelo…

quero fechar os olhos
e quando os abrir, tu aqui!
poder olhar-te e sorrir!
poder tirar o peso que acarreto
finalmente respirar!

fechar os olhos…
e adormecer sem ter nada
a atormentar
nenhuma farpa cravada
nenhum pedaço de vidro
nenhuma faca ou espada
em chama ardente!

os olhos,
adormecer saboreando o teu corpo
com os dedos e o olhar
olhar nos teus olhos e sorrir
beber do teu sorrir
e beijar os teus lábios
saciar a sede dos teus beijos

olhos…
que possam parar de chorar
as lágrimas secas
que me afogam
e por fim, abrir uma brecha
de luz no meu coração!

apenas quero fechar os olhos
e poder dizer o que sinto
com uma palavra
com um gesto
com um olhar
com um beijo…

Bruno Ribeiro
Lx. 1.Nov.007

quinta-feira, março 20, 2008

hoje

photo: era uma manhã luminosa e chamaram-me_Heliz


Hoje,
vi a luz no teu quarto
acesa como um farol na minha busca
passei ao lado da tua porta
sabendo que o meu lugar não era aquele
mas inevitável,
os meus passos não te procurarem
no crepúsculo nocturno.

Hoje,
vi a luz no teu quarto
e não senti a saudade a abraçar-me
nem a vontade de me salvar
naquele farol da utopia
que como o cantar das sereias
me levaria ao engano
pois o meu lugar não era aquele!

Hoje,
foi um bom dia
porque não derramei
qualquer olhar sombrio…
apenas porque perdi qualquer olhar.

Bruno Ribeiro
Lx. 9.Nov.007

domingo, março 16, 2008

fragmentos do teu rosto!

photo: o sudário de Mariam_heliz


recordo,
fragmentos do teu rosto…
livres de qualquer pensar!

sorrio,
ao olhar para o teu sorriso
e perco-me ao olhar-te!

saberás?
o que o meu olhar te tenta dizer
e que eu digo em silêncio…

escutas?
o que as minhas palavras mudas
te querem transmitir ao ouvido…

‘e sem saberes olho
para o teu olhar sorridente
que me fascina sem saberes

e em silêncio…
sigo o contorno da luz
que esboça o teu perfil

recordo,
fragmentos do teu rosto
soltos do dia-a-dia

sorrio,
no anonimato do meu olhar
e perco-me ao olhar-te…

saberás?
que o trilho do meu olhar
deseja encontrar-se com o teu…

escutas?
as palavras que te quero dizer
e ainda não tive coragem de o fazer…

Bruno Ribeiro
Lx. 16.Out.007

quinta-feira, março 13, 2008

nostalgia

photo: transumanização_heliz


eu não sei o que quero dizer…
mas tento esquecer-te
apagar-te das recordações
e tento me perder entre a multidão!
mas quando o meu pensamento não vagueia
quando paro…
sei que não te esqueci!

apesar de não saber o que quero dizer…
não consigo esquecer-te
nem apagar-te das recordações
mesmo que me perca na multidão!
o meu olhar que vagueia
sem saber para onde olhar, sem amparo
sente aquela fria lágrima. não te esqueci!

escorre no rosto fatigado
de não te procurar e não te ver,
uma dor aguda por não te ter!
semblante carregado…
por que te quero esquecer
para finalmente poder viver!

Bruno Ribeiro
Lx. 6.Out. 007

domingo, março 09, 2008

o abraço da solidão

photo: sem título_Francisco Garret


sinto os beijos vazios nos meus lábios
e a vazia presença da tua ausência…
sinto os lábios macios na imaginação
em que te olho e te vejo quando não estás…
sinto o florescer do teu sorriso
e a lágrima que cruza o meu rosto
sinto as palavras que se perdem
no rio da minha doce amargura

sinto o abraço da solidão

os teus beijos…
sinto falta!

dá apenas a oportunidade de falar
à tua voz que me embala

Bruno Ribeiro

quarta-feira, março 05, 2008

na tua ausência

photo: plastic wind_D Di Arte


Quando dou por mim, penso em ti
e não durmo se penso em ti
e se durmo é em ti que sonho
devaneio mais que devaneio de sonho!
Tristonho, se dou por mim
cinza do crepúsculo que há em mim,
se sonho e não me lembro
sei que o sonho a ti pertence
e não sabendo porque relembro
um olhar ausente a mim pertence.

e por fim,
Dou por mim a pensar em ti!

Bruno Ribeiro
Lx. 17.Out.007

sábado, março 01, 2008

o som do silêncio

photo: escolhida e cedida gentilmente por Som do Silêncio [só poderia ser assim]

escuto no som da noite
a incerteza do lugar
a que pertenço,
perdido que estou, em que penso
no não querer pensar
um acreditar que persiste.

Bruno Ribeiro

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

a partida (parte II)

photo: o significado dos sonhos I_Heliz


de velas içadas,
“sinto a voz do vento, o calor do céu!”
permaneço agarrado à âncora da esperança
neste barco frágil, barco de papel…
viajo sem saber para onde
vagueando nos mares que desconheço…
tento esquecer o que deveria ter esquecido
e que determinados momentos
faz doer o relembrar
de momentos que doem…

é no vazio do infinito mar
que tento esconder as minhas lágrimas
em palavras que inconscientemente escrevo…
ser meu… que sem coração
seria capaz de suportar… esta dor!
por incompreendida, velha dor!
porque não apaziguo o que me dói?

velas içadas neste céu nocturno
onde meia-luz incide sobre o mar adormecido…
único caminho que vejo
mas só o vento sabe para onde vou!
pego na minha velha guitarra sem cordas
e toco a melodia surda da solidão
que assola o meu ser!

não sei o que quero e já não sei quem sou…
[ou sempre soube?]
- corvo dos mares
com penas de nanquim!

e continuo a minha viagem
de uma partida já bem distante
e um chegada desconhecida…

Bruno Ribeiro
Agosto.007

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

dança dos desejos

photo: dança canalha I_Heliz


toca-me no rosto com as mãos,
enquanto os meus olhos fechados
...........................- repousam o meu corpo
toca-me com os teus lábios
enquanto o desejo do meu ser
...........................- se manifesta de olhos fechados
sussurra como a brisa leve
qualquer coisa ao ouvido
e deixa-me sentir o teu perfume...
ama-me com o olhar...
com o sorriso, com as mãos...
sopra no meu corpo
e afasta as cinzas das lágrimas...
olha-me e sorri...
deixa-me sentir de olhos fechados
o sorriso do teu corpo....
e deixa que a paixão nos guie
nesta dança das mãos e dos olhares...

Bruno Ribeiro
Lx.20.Fev.007

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

train trip - até ti

photo: ad ultimum_rui pires


o sol ainda está a acordar
os pássaros começam-se a espreguiçar
o galo canta
como um relógio de cuco…

já eu fecho a porta de casa
mochila no ombro
e os versos na alma…
sorrio para os primeiros raios de sol
e à minha volta
as janelas começam a abrir os olhos
aos poucos a cidade acorda
um despertar lento
para a vivacidade do dia-a-dia
caminho…
desperto todos os meus sentidos
e caminho…
bilhete de comboio no bolso
e parto…
para o finito da linha
que nos une…

o que me espera?

Bruno Ribeiro
Lisboa-Porto, 29 Abril.007


sexta-feira, fevereiro 15, 2008

rasto de lágrimas

photo: de pedra com dor_daniel oliveira


Um passeio ao ritmo da chuva
A cair nas pedras da calçada...
Quando dou por mim e à minha volta
Tudo seco... será da chuva seca? Isso existe?
Olho para trás de mim
E vejo um rasto de lágrimas caídas
Desmaiadas nos meus olhos...
Sombra do meu próprio ser!

Bruno Ribeiro
PMS,3.Fev.007