terça-feira, abril 08, 2008

deixa que te diga

photo: desespero_paulo madeira

Deixa que te diga
as saudades que me tocam em silêncio
e me beijam sem te olhar.
Deixa que o teu sorriso me siga
neste trilho dos sentidos que anuncio,
que me torturam ao te recordar!

Preciso de silenciar
estas palavras que não aliviam a dor,
tormentos de um passado
e porque temo lembrar
os sentidos que pautam esse ardor
que nasceu em mim. Cansado

de olhar para lágrimas caídas,
vazadas nas minhas mãos
pousadas em silêncio no meu
escutar as palavras idas
que se erguem nos tempos vãos
momento em que o coração morreu!

Deixa que te diga
através do olhar aquilo que sinto
pois a minha voz desmaia
no rio que desliza
sobre o meu rosto que pinto
com o sal em que me esvaio.

Bruno Ribeiro
PMS. 27.Out.007

12 comentários:

Som do Silêncio disse...

Bruno!

Deixa-me que te diga que este teu texto não é fácil de comentar...

Deixa-me que te diga que todas as tuas palavras são tão
sentidas...que até arrepia ao ler...
Preciso de silenciar como tu este momento, pois é algo bonito demais, e não quero deixar de sentir o que estou a sentir...

Cansada não fico de te ler...nunca...e lágrimas...tantas que já deitei...

Deixa-me que te diga que não estás mas olho-te...e digo o que sinto...
E na minha voz nasce...a força que move o rio...e nele o meu rosto descansa ao ritmo das tuas palavras...

E mais não digo!

Beijo terno

nuvem disse...

Quanta tristeza...

Num belo poema.

Beijo

su disse...

As estátuas de sal só acontecem quando se olha para trás e se desiste de acreditar no que quer que seja que deva ser para se crer...
os mares que se esvaem entre os dedos são mais do que as lágrimas porque se juntam em ondas convexas entre os cantos das almas e descem em turbilhões ao fundo das mesmas...arrasam-nos e explodem-nos em estrelas novas que não se vêem à noite quando pedimos desejos...
Mas quando a voz desmaia e se cala perante outra coisa...é grandiosa a obra a que se assiste...e aí tudo vale a pena.

Brain disse...

Bruno,

Hoje,
vou fazer um comentário diferente.

Hoje,
Vou-te dar conta de que,
Sendo eu um observador atento por natureza,

Hoje eu,
Fico de certa forma "satisfeito",
Por,
Ao analisar a data dos escritos,
vs
A data da sua publicação,

Hoje eu,
Denoto,
Uma maior "leveza" nos escritos mais recentes,
vs
Os escritos mais antigos.

E hoje eu,
Com essa constatação,
Sorri!

Aquele Abraço.

PS:AH! E quanto ao texto... pouco há a dizer: Soberbo! Como sempre!

teetee disse...

Saudades...

Tenho-as sempre! De ontem, de hoje, de manhã..
Dos conhecidos e dos desconhecidos que vi naquele lugar que partiu..
De momentos de se tornaram tormentas..
De gestos e de odores..
Do sabor salgado das lágrimas de alguém..

... saudades! que nunca me abandonem...

Ana Luar disse...

Deixa que eu te diga que preciso de silenciar as minhas palavras para assimilar as tuas.

Deixa que eu te diga que o que escreves é demasiado belo para se beber de um só folêgo

Por entre o luar disse...

Deixa-me que te diga..está muito bom.. não cou comentar, porque se realmente sentes aquilo que escreves-te aqui.. todos os comentários seriam em vão.. pois sentimentos, é mt dificil falar:)

Beijinhos e sorriso*

Marta Ribeiro disse...

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Vim te desejar um bom resto de dia...e dizer que mais uma vez gostei do que aqui li...parabéns
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Azul disse...

Boa noite Bruno!

Deixa que te diga que... talvez já te tenha dito que...

. é impossível ficar indiferente às tuas palavras.

.é impossível, por vezes, conseguir dizer algo porque as palavras ficam presas por estes lados

Meu beijo terno
Azul

Carla disse...

cheguei e fiquei sem saber o que dizer, como se as palavras estivessem nas mãos à espera de serem usadas, mas juntas não se conjugassem para dizerem o que eu senti
parabéns

Ana disse...

Existem saudades que se cravam assim no peito com tanta força como uma farpa.

O texto está genialmente escrito, li-o várias vezes de tão soberbo que está.
No entanto, concordo com o Brain, fico feliz por denotar uma maior leveza nos textos mais recentes.

Beijos doces

Twlwyth disse...

Chega um momento em que as palavras não nos libertam, apenas nos prendem cada vez mais a esse sentimento de Saudade que teima em não nos deixar, mas...

... sem Saudade não havia Poetas como Tu.

Um beijo doce