quinta-feira, julho 31, 2008

marioneta dos sentidos

photo: nós, os emparedados_heliz

até aos confins
vagueei para te esquecer
procurei perder as tuas recordações…
mas elas perseguem-me, torturam-me.
até ao fim do mundo…
deambulei…
vazio de pensamentos
cheio de pressentimentos
espelho de sentimentos
........................................................– no meu olhar
procurei perder-me de ti
procurei perder o que sinto…
mas continuas sempre aqui tão presente
neste sentimento que me atormenta
nesta fonte de inquietação…
tentei fugir destas amarras que me sugam a vida
tentei arrancar-te do meu corpo…
não consegui!
os meus passos pressentem os teus
neste e em qualquer momento
entre os confins do presente
essa linha ténue
que separa o passado do futuro

Bruno Ribeiro
PMS. 23.Junho.008

9 comentários:

nuvem disse...

Esquecer não é possível... E na verdade, não é melhor lembrar? Não são as memórias que tecem a nossa alma naquilo que somos hoje?...

Beijos

~pi disse...

nada se arranca do corpo

[ sem deixar

uma parte nossa



plantada ~

su disse...

Há coisas e há sentimentos que habitam em nós como uma segunda pele. Passam a ser parte da nossa própria identidade e por mais que se peça seja lá a que altos desígnios sejam nunca vemos atendidas as nossas preces...

Há amores que arrastamos atrás da alma como se fossem âncoras dadas à margem de uma ilha deserta: dentro do nosso coração somos a tal ilha...

Shadow disse...

Gosto do teu sentir!
Gosto do que me fazes sentir!

Bjs,
Shadow

Moon_T disse...

Caro Baraújo

enquanto houverem as boas memorias presentes, o passado viverá sempre pelo futuro.
o agora é sempre


Obrigado

ivone disse...

é o fantasma de quando se ama tanto assim...por vezes até faz já parte da nossa sombra.


bj

ps: já tens as respostas aos teus comentários

f@ disse...

Mar ionetas ...
era o que me dava geito ser pelo menos uma ves por semana...
numa cena em que eu pudesse mani pular os fios ou atalos em mim mesma...
beijinhos das nuvens

Esmeralda disse...

Quando descobrires o segredo para deixar de sentir, para esquecer quem por nós quer ser esquecido, diz-me.

Também preciso desse remédio.

NAELA disse...

Bruno as vezes resta esperar que seja o "tempo" a lavar memorias e a enxuga-las...deixa-te voar nas asas da nostalgia e sente o que por vezes e necessario sentir!
Beijo doce