sábado, agosto 16, 2008

em silêncio… e para ti!

photo: i wish you light_alba luna

náufrago do tempo!
guardas contigo o mapa da vida
no relevo do teu rosto
na alma do teu olhar
no cansaço das tuas mãos…

mas ainda tens força
para esboçar pequenos sorrisos
que guardo na tela da infância!

só tu me vês
passeando por entre as nuvens
passeando como tu gostavas
por aí e ali…

o teu jeito elegante,
de fato vestido,
gravata traçada,
lenço ao peito,
chapéu composto
e os passos… esses velhos gastos
ao ritmo de uma bengala!

guardo na memória,
as nossas conversas,
os teus sinceros sorrisos,
os teus gestos…

memórias gravadas no coração!

[à memória do meu avô!]

Bruno Ribeiro
Lx. 08 [mas devia ser noutro lugar noutro tempo]

9 comentários:

Som do Silêncio disse...

Bruno...
Este teu post...deixou-me num estado...
A tua admiração e fascínio pelo teu avô está descrita com uma ternura extrema.
Sinto-me um pouco parca em palavras para descrever o que estou a sentir..., desculpa!
A música é sublime...
O texto encantador...
A homenagem...terna!

Beijo no teu coração

f@ disse...

Magnifico... lembranças doces
beijinhos das nuvens

Moon_T disse...

Bem haja...

nao devia ser noutro lugar nem noutro tempo, foi quando teve de ser.




obrigado

pimentinhabm disse...

q belo1
=*

NAELA disse...

Bruno lindo! Poema cheio de sentimento, memorias doces que deslizam na profundidade do nosso ser!
Um beijo terno

NAIKAN disse...

A musica envolve-se nas palavras e cria uma emoção tal que só as lagrimas são capazes de exteriorzar...

Atervo-me a dizer que senti a saudade que vai no teu coração..
E chorei...

Bj
na&Kan

~pi disse...

retratU





beijo ~

ivone disse...

são essas memórias as que se gravam no coração que são para sempre eternas


tocou_me esta memória

porque também um dia tive o meu avô também agora por entre as nuvens...

texto simples tocante de uma sensibilidade extrema como se desejam sempre os excelentes textos assim saídos das memórias gravadas nos nossos corações.




.i

Miguel disse...

Este tocou-me de uma maneira... Parece que estava a ver o avô... E a falta que nós sentimos daquele sorrizo...1 abraço apertado e sentido, sentido já vezes demais.
Miguel