quarta-feira, dezembro 19, 2007

devaneio imperfeito

photo: não sei quantas almas tenho_GABA


batem as asas em repouso,
um olhar fatigado em direcção ao chão
foco de luz ténue sobre o pensamento
folhas caídas, lágrimas derramadas,
agarrado ao pouco que há para agarrar…
procura-se a esperança da pouca que existe
na mais remota e árida caverna
uma pequena luz…

é noite, sem qualquer luz artificial!
o luar não existe,
as estrelas não brilham
e os barcos afundaram-se…

entrego o meu corpo ao devaneio
enquanto o meu ser vagueia por aí
cada um para seu lado e perdidos…


'e se um dia a felicidade bater à porta
só espero que uma das partes esteja do outro lado…

Bruno Ribeiro
Lx.30.Jan.007

9 comentários:

nuvem disse...

Tão triste... Mas belíssimo.

Desejo-te um Feliz Natal. Beijos

Brain disse...

Um texto bem ao teu estilo,
Como só tu,
O sabes fazer.

(Esta é a minha opinião!)

Um Abraço e um Feliz Natal!

Bichinho disse...

Belo mas, triste...beijo fantasma.

Som do Silêncio disse...

Achei uma delícia este texto...

Bjs

Azul disse...

Olá Bruno!

Mais um poema teu... que mexe e remexe os sentidos.

Bruno, desejo-te um Feliz Natal. Que ele seja cheio de momentos bons.

Beijinho
Azul

Rain disse...

Acontece às vezes no fundo de um abismo encontrar-se as estrelas...(onde foi que já li isto?)
Outro poema de uma rara beleza e sensibilidade.

MIMO-TE disse...

Vim ler-te e perdi-me...
Suaves e belissimas palavras,
em poemas harmoniosamente elaborados. Comecei, não consegui parar. :) É como se tudo o que escreves me fosse familiar. Adorei, voltarei!!
Por fim agradeço a tua ida ao meu canto e que me fez descobrir-te.

Bjo
mimo-te

Sara Imaginário disse...

Uiva-se de dor e grita-se a paixão então dividimo-nos em dois partimos para o inconsciente porque não suportamos o nos dilacera tão profundamente.

Sara Imaginário disse...

Passei por este blog adoro poesia e entusiasmei-me peço desculpa. O bruno é uma pessoa sensivel que vive com alma de poesia bem haja.